Nasceu no então bairro deJoaquim Egídio no distrito deSousas e foi batizado com o nome de seu avô maternoAniello, que mais tarde modificaria[1]. Era filho dosimigrantes italianos Vincenzo Rossi e Vittoria Colombo, ambos originários da localidade deLagonegro (Basilicata)[2]. Teve um único irmão, Michele "Miguel" Rossi.
Realizou seus primeiros estudos emValinhos nas Escolas Reunidas de Valinhos — mais tarde transformadas em Grupo Escolar de Valinhos — sob a orientação do professor Gonçalo Guedes Casimiro Filho[3][4],ingressando depois, em 26 de janeiro de 1926, no Seminário Menor Diocesano Santa Maria, em Campinas, onde também cursou a Filosofia. A 15 de outubro de 1933 partiu paraRoma, instalando-se por cinco meses no Colégio Pio Latino-Americano. A 4 de abril de 1934, foi um dos trinta e três alunos fundadores doPontifício Colégio Pio Brasileiro, onde recebeu a matrícula de número 1 do novo e grandioso colégio, na Via Aurélia. Realizou seus estudos deTeologia naPontifícia Universidade Gregoriana deRoma.
Em 6 de setembro de 1962, foi designadoArcebispoMetropolitano deRibeirão Preto,São Paulo, função que exerceu até 1 de novembro de 1964, quando da sua nomeação peloPapa Paulo VI paraArcebispo de São Paulo. Em 1968, pressionado pelo clero paulista, recusou-se a receber do governoCosta e Silva a grã-cruz daOrdem Nacional do Mérito, uma atitude de protesto à expulsão do padre-operário belga Pierre-Joseph Wauthier, preso por negar-se a abençoar asliturgias patronais.[5] Tentando não se indispor com o governo, chegou a propor não receber a medalha em público, mas no quartel-general doII Exército e celebrar de bom grado uma missa de comemoração ao aniversário do presidente, mas Costa e Silva não aceitou.[5] Enquanto arcebispo de São Paulo, foi o responsável pela inauguração das duas torres daCatedral da Sé em 15 de novembro de 1969.[6]
Exerceu esta função até 22 de outubro de 1970, quando foi chamado a servir a Igreja na Cúria Romana.
A 25 de janeiro de 1965, durante as cerimônias de inauguração doPalácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado deSão Paulo, foi anunciada a sua escolha para o cardinalato. NoConsistório do dia 22 de fevereiro de 1965, festa daCátedra de São Pedro, presidido peloPapa Paulo VI, na Basílica de São Pedro, Dom Agnelo Rossi foi criadoCardeal-presbítero, do título daGrande Mãe de Deus (1970-1984). Tomou posse de sua igreja titular a 27 de fevereiro de 1965.
A 2 de setembro de 1983, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz daOrdem Militar de Cristo, de Portugal.[7]
Descrição: Escudo eclesiástico (oval). Em campo de blau um in-fólio aberto de argente com uma espada do mesmo posta em pala e brocante sobre o livro, tendo, adestrada em chefe, uma estrela de seis pontas também de argente. Chefe de goles com três flores-de-lis de argente ordenadas em faixa – que é de Rossi. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de duas travessas de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de argente com a legenda: OPORTET ILLVM REGNARE, em letras de sable.
Interpretação: O escudo oval obedece as regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo azul representa o manto de Maria Santíssima sob cuja proteção o Cardeal pôs toda a sua vida sacerdotal, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. O in-fólio com a espada representa o apóstolo São Paulo padroeiro do Estado onde nasceu o Cardeal e da Cidade onde foi Arcebispo, sendo de prata simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloquência, virtudes essenciais num sacerdote. A estrela de seis pontas representa Nossa Senhora, a Estrela Matutina – Aurora da Salvação – e sendo de argente tem o simbolismo deste metal já descrito acima. O chefe é do brasão de armas da Família Rossi, sendo também uma homenagem a Sua Santidade o Papa Paulo VI, em cujo escudo também se encontram três flores-de-lis de argente, mas postas: 1 e 2, em chefe (de Montini). A cor vermelha simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo e também faz alusão ao seu nome de família: Rossi, que em italiano é plural de vermelho. A flor-de-lis, a mais nobre das flores heráldicas, é símbolo de nobreza e poder, e sendo tríplice honra a Santíssima Trindade. A cruz de duas travessas representa a dignidade arquiepiscopal e o chapéu a dignidade cardinalícia. O ouro da cruz simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O listel tira seu lema da frase deSão Paulo (1 Cor. 15, 25)OPORTET ILLVM REGNARE: " É preciso que Ele reine" confirmando bem ser só Jesus Cristo a aspiração contínua da vida do Cardeal, dando eco à carta Apostólica Œcumenicum Concilium. O esmalte negro das letras simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro.
Projeto de barra do Piraí-RJ - com o Movimento dos Voluntários do Papa ao cargo do Graal (1959)
Representante do Episcopado da América-Latina para a Cooperação com os Bispos dos Estados Unidos e Canadá, no Encontro de Washington-EUA -Georgetown University (Novembro de 1959)
Administrador Apostólico da Diocese de Valença (1959)
Organizador do Comitê latino-Americano da Fé (CLAF, 1959) e fundador do Instituto Catequético Latino Americano (ICLA) Santiago-Chile (1960)
Congresso Missionário de Torreón-México - Enviado Papal (1977)
Congresso Missionário de Manila-Filipinas - Enviado Papal (1979)
Criação:
do Centro Internacional de Animação Missionária - CIAM - Roma-Itália (1974)
do Instituto de Catequese Missionária, em duas Sessões: Roma e Castel Gandolfo
do Foyer Paulo VI
do Centro de Estudos Chineses - Pontifícia Universidade Urbaniana - Roma-Itália
do Centro de Estudos sobre o Ateísmo - Pontifícia Universidade Urbaniana - Roma- Itália
do Centro de Estudos sobre Evangelização e Culturas - Pontifícia Universidade Urbaniana - Roma-Itália
Reformas:
Palácio da Propaganda Fide - Piazza di Spagna - Roma-Itália
Novo Arquivo da Propaganda Fide
Prédio da Universidade Urbaniana
Prédio de Castel Gandolfo
Vila Betania
Melhoramento nas propriedades agrícolas da Propaganda Fide
Construções:
Prédio da Reitoria da Universidade Urbaniana -Roma-Itália
Nova Biblioteca da Universidade Urbaniana - Roma-Itália (dotada com mais de 400 novos volumes)
Foyer Paulo VI
Auditório João Paulo II
Casa de São José - das Irmãs Carmelitas que assistem à Universidade Urbaniana
Novo Edifício do Centro de Animação Missionária
Viagens ao exterior com finalidade apostólica:
África: África do Sul, Alto Volta, Angola, Camarões, Congo, Costa do Marfim, Egito, Gabão, Gana, Guiné Equatorial, Marrocos, Mocambique, Quênia, Senegal, Essuatíni, Sudão e Zaire
América: Antilhas, Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos (e ONU), Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela
Ásia: Camboja, Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Japão, Jordânia, Hong-Kong, Índia, Indonésia, Israel, Kuwait, Líbano, Macau, Malásia, Singapura, Síria, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan e Vietnan do Sul
Europa: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Inglaterra, Irlanda, Itália, Jersey, Lichtenstein, Luxemburgo, malta, Portugal, San Marino e Suíça.
Oceania: Austrália, Fiji, Ilhas Salomão, Novas Híbridas, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné e Samoa.
Viagens apostólicas com o Santo Padre:
Austrália e Filipinas: com o Papa Paulo VI (1970) - como Prefeito da Propaganda Fide
Dom Agnelo foi um verdadeiro Evangelizador:"Como minha primeira grande viagem foi a Roma, sentindo ao vivo, durante quatro felizes anos, a romanidade e a catolicidade da Igreja, a minha vida e as demais viagens ficaram iluminadas e marcadas por esses dois objetivos … Lograram convencer-me, cada vez mais, da submissão e amor ao Santo Padre e da adesão incondicional à Igreja Missionária e, portanto, Universal"