| Acácio, o Assírio | |
|---|---|
| Nascimento | século V |
| Morte | |
| Nacionalidade | Império Bizantino |
| Ocupação | Bispo |
| Religião | Catolicismo |


Acácio, o Assírio[1] (emlatim:Acacius; m.497) foi bispo deSelêucia do Tigre epatriarca (católico) daIgreja do Oriente entre 485-495/6.[2] Estudou naEscola de Edessa até ser expulso com o advento domonofisismo e partiu aSelêucia do Tigre, onde lecionou e adquiriu grande reputação. Em 484/5, após o martírio deBabeu e a morte doxáPerozes I(r. 459–484), foi nomeado católico da Igreja do Oriente porBalas(r. 484–488) e os monges orientais. Entrou em conflito com ometropolitaBarsauma e abraçou onestorianismo devido às ameaças do último. Foi preso em data incerta pelos magos sassânidas e encabeçou uma embaixada paraConstantinopla, onde encontrou-se comZenão (r. 474–475; 476–491) e os bispos ocidentais. Morreu pouco depois em data desconhecida.
Acácio, o Assírio é mencionado pela primeira vez nas últimas décadas doséculo V, quando estudava naescola de Edessa. Lá, foi conhecido como "quadrante sufocante" (suffocans quadrantem), embora a razão para este título seja desconhecida.[1] Com o advento domonofisismo naSíria, foi expulso juntamente comBarsauma eNarses.[3] Dali, foi chamado paraSelêucia do Tigre por seu parenteBabeu, ocatólico daIgreja do Oriente e bispo daquela cidade. Lecionou por alguns anos em Selêucia,[4] onde adquiriu reputação por sua erudição e caráter.[1]
Em 484/485, após o martírio de Babeu peloxáPerozes I(r. 459–484), provavelmente sob influência de Barsauma, e a morte do xá no mesmo ano, Acácio foi nomeado por unanimidade para asé vacante da Igreja do Oriente.[5] Ainda no mesmo ano, foi confirmado no cargo pelo novo xá,Balas(r. 484–488),[2] e condenou como não-canônico e vago oSínodo de Bete Lapate, convocado por Barsauma com a intenção de condenar o monofisismo e oImpério Bizantino.[6]
Segundo aCrônica de Sirte, em data desconhecida Acácio foi preso pormagoszoroastristas, sendo libertado pelo xá.[1] Durante seu mandato, esforçou-se para evitar que a Igreja do Oriente se alinhasse à doutrina nestoriana defendida pelometropolita Barsauma deNísibis;[3] porém, impulsionado por ameaças ou induzido por ardis dele, acabou abraçando onestorianismo. Não é certo que tenha se tornado realmente nestoriano, e caso o tenha não terá sido um partidário cego.[1]

Em 486, foi enviado como emissário aoimperadorZenão (r. 474–475; 476–491) e aos bispos ocidentais emConstantinopla, tendo sido escolhido por sua erudição e habilidade. Na embaixada, os bispos ocidentais o questionaram pelo nestorianismo e o instaram a dissociar-se dos escândalos feitos por Barsauma. Acácio respondeu que não tinha conhecimento deNestório ou do nestorianismo e que isso seria apenas um nome vergonhoso dado a eles pelo seu inimigoFiloxeno de Hierápolis. Além disso, determinou por carta aexcomunhão de Barsauma.[7][1]
Quando retorna aoImpério Sassânida, no mesmo ano, tomou conhecimento do falecimento de Barsauma, que havia sido assassinado pelos monges locais.[7][1] Acácio presidiu oConcílio de Selêucia-Ctesifonte[6] que aprovou a teologia deTeodoro de Mopsuéstia como a doutrina oficial da Igreja do Oriente, deliberando o casamento de bispos e a condenação ao monofisismo.[8] Na sequência, dividiu-se no conflito entre as autoridades nestorianas emonofisistas. Morreu em 497, ou 496 segundo Aubrey R. Vine, sendo enterrado emHira. Foi sucedido porBabeu II em 498.[9] Acácio é conhecido por várias orações que escreveu sobre a abstinência e também sobre a fé e "expôs os erros daqueles que acreditavam em uma substância em Cristo".[1]
| Precedido por Babeu (457–484) | Católico–Patriarca do Oriente Bispo deSelêucia-Ctesifonte (485-495/6) | Sucedido por Babeu II (497–503) |