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O presente artigo objetiva fornecer uma apresentação crítica, compreensiva e inédita na língua portuguesa do Processamento Preditivo (PP) – um esquema teórico para a compreensão da cognição que propõe uma inversão de nosso entendimento padrão da ação, percepção, sensação e sua relação. Aqui, nosso objetivo primário será introduzir os principais conceitos e ideias do PP, tratando-o como um modelo moderadamente corporificado de cognição e analisando suas credenciais como uma proposta teórica unificadora. Para tanto, partiremos de uma contextualização histórica de algumas (...) correntes de pensamento que teriam fomentado seu desenvolvimento inicial, passando por uma descrição não-matemática do Princípio da Energia Livre, que fundamenta e subentende a atuação de suas especificidades para, então, esclarecermos o papel que, segundo o PP, a inferência bayesiana, a minimização dos erros de predição e a chamada Inferência Ativa possuiriam na manutenção homeostática de nossos cérebros e corpos preditivos. Por fim, forneceremos uma síntese de algumas consequências daquilo que o PP poderia trazer à compreensão contemporânea do cérebro e comportamento humanos, concluindo que, embora sua descrição da cognição como um processo preditivo único e contínuo prometa eventualmente unificar paradigmas explicativos e níveis de análise distintos, por ora, talvez seja melhor concebê-lo de forma mais modesta, como uma ferramenta ou heurística para nos auxiliar a repensar vários dos tópicos centrais ao estudo científico e filosófico da mente. (shrink) | |
Decision-making has traditionally been modelled as a serial process, consisting of a number of distinct stages. The traditional account assumes that an agent first acquires the necessary perceptual evidence, by constructing a detailed inner repre- sentation of the environment, in order to deliberate over a set of possible options. Next, the agent considers her goals and beliefs, and subsequently commits to the best possible course of action. This process then repeats once the agent has learned from the consequences of her (...) actions and subsequently updated her beliefs. Under this interpretation, the agent’s body is considered merely as a means to report the decision, or to acquire the relevant goods. However, embodied cognition argues that an agent’s body should be understood as a proper part of the decision-making pro- cess. Accepting this principle challenges a number of commonly held beliefs in the cognitive sciences, but may lead to a more unified account of decision-making. This thesis explores an embodied account of decision-making using a recent frame- work known as predictive processing. This framework has been proposed by some as a functional description of neural activity. However, if it is approached from an embodied perspective, it can also offer a novel account of decision-making that ex- tends the scope of our explanatory considerations out beyond the brain and the body. We explore work in the cognitive sciences that supports this view, and argue that decision theory can benefit from adopting an embodied and predictive perspective. (shrink) | |
Our aim in this paper is to explore two possible directions of interaction between normative folk psychology and decision theory. In one direction, folk psychology plays a regulative role that constrains practical decision‐making. In the other direction, decision theory provides novel tools and norms that shape folk psychology. We argue that these interactions could lead to the emergence of an iterative “decision theoretic spiral," where folk psychology influences decision‐making, decision‐making is studied by decision theory, and decision theory influences folk psychology. (...) Understanding these interactions is important both for the theoretical study of social cognition and decision theory, and also for thinking about how to implement practical interventions into real‐world decision‐making. (shrink) No categories | |
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