Primeiras impressões: Ducati Panigale V4 e V4S 2026 na pista
Testamos as novas Panigale V4 e V4S: a Ducati que traz a tecnologia do MotoGP para as ruas por R$ 169.990


A Ducati reinventou sua superbike com o lançamento da novaPanigale V4. Mais do que um simples "facelift", a nova geração entrega, de forma visceral, a experiência mais próxima de uma moto de pista que você pode ter em uma moto de rua. Intensa e refinada, agora tem a brutalidade como opcional. Opcional? Sim. Graças à eletrônica, além de mais rápida, ela também está mais fácil de pilotar.
Partindo deR$ 169.990 na versão V4 eR$ 209.990 na V4S, com a mesma mecânica, a diferença entre elas está na suspensão e acabamentos. Enquanto a V4 usa suspensão Showa na dianteira e Sachs na traseira, ambas manualmente reguláveis, a V4S usa Öhlins de ajuste automático e eletrônico. Na estética, a diferença é que a V4S vem com o para lama dianteiro em preto e as bengalas da suspensão dianteira em dourado, enquanto a V4 vem com o para lama em vermelho e as bengalas em cinza. As rodas têm desenhos diferentes e na V4S são forjadas.
Galeria: Primeiras impressões Ducati Panigale V4 e V4S 2026
Falando na tocada, eu sei que parece um contra senso dizer que está mais rápida e mais dócil, mas é isso mesmo o que a Ducati fez. Agora omotor V4 Desmosedici Stradale, que foi aprimorado com novos pistões e bielas mais leves, entrega215 cavalos a 13.000 rpm. A melhoria não ficou só nas altas rotações. Em baixa rotação ela tem uma saída mais suave e em médias está mais linear. Isso deixou a V4 mais fácil de tocar, sem soluços ou trancos. O barulho mudou bastante também, está mais grosso e mais harmônico, talvez até um pouco mais baixo.
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"A balança traseira agora não é mais monobraço... mas traz a vantagem de não torcer a traseira nas curvas."
A balança traseira agora não é mais monobraço para tristeza dos puristas, mas tem algumas vantagens nisso. Agora o braço oscilante traseiro é duplo, o que trouxe benefício na tocada, pois a moto não passa mais a sensação de torcer a traseira nas curvas, está mais rápida nas curvas e não demanda mais uma chave exclusiva para tirar a roda, o que poderia ser um problema em caso de pneu furado com a versão anterior.

Primeiras impressões Ducati Panigale V4 e V4S 2026
O design é inspirado na 916 que, na minha opinião, é uma das mais icônicas Ducati já lançadas. Ela ainda tem alguns elementos que a identificam como Panigale, como por exemplo a carenagem pontuda entre os faróis e seu formato, mas a maioria do design remete a uma moto completamente nova. E lá estão também as novas asas dianteiras para melhorar a aerodinâmica. Asas que eram polêmicas mas que agora já estão comuns nas esportivas de grande porte.
O painel é um show a parte. Extremamente completo e customizável e, dependendo do modo, ele prioriza as informações necessárias. No race, você irá ver o que é importante para pilotar na pista. O velocímetro fica pequeno, indicador de marcha é prioridade e o cronômetro está bem destacado e é fácil de operar. As assistências ficam indicadas o tempo todo e também é fácil de aumentar ou diminuir. Enfim, parece que a pista é o habitat natural dela. Tudo está a mão e é fácil de operar. Com poucos cliques, você consegue ajustar tudo.

Primeiras impressões Ducati Panigale V4 e V4S 2026
A Ducati nos convidou a participar de umTrack Day no Circuito Panamericano organizado pelo Cesar Barros, parceiro da marca em eventos, para experimentarmos a moto e conhecer na prática as mudanças. Nos disponibilizaram a V4, V4S e a Panigale anterior para sentir a diferença entre elas. E a evolução ficou clara.
Como já andei na Panigale anterior, comecei pela V4. Ao subir na moto, você já percebe que não é só uma esportiva. A posição de condução é bem projetada para frente. O banco é bem inclinado e o guidom baixo e bem curvado. Ela te deixa na posição certa a todo o tempo, mas para quem não está acostumado, pode estranhar um pouco. Entrei na pista no modo Race, com toda a eletrônica e assistências ligadas e a surpresa foi encontrar uma moto potente porem sem nenhum susto.

Primeiras impressões Ducati Panigale V4 e V4S 2026
Calçada com pneus Pirelli Diablo Supercorsa SP, dei algumas voltas e a frente não levantava por conta da atuação dos controles eletrônicos e senti muito mais firmeza ao atacar as curvas, realmente a traseira balança menos, é perceptível. Tirei um pouco da eletrônica e fui sentindo a moto crescer. Já sentia a aceleração na saída de curva mais bruta, mas ainda sem sustos.
Duas baterias depois pulei para a V4S, coloquei no mesmo setup que estava na V4 e fui para a pista. Já estava mais à vontade com a moto e o traçado, e o sentimento que tive na S é que dava pra ir mais. A sensação é que o limite da moto está sempre longe ainda, pois a eletrônica parece te avisar o que vai acontecer antes. A suspensão ativa trabalha e você não sente. Eu gosto da moto mais dura e me senti mais à vontade na V4S.
Talvez por não ter regulado a V4 para meu gosto e pode ser justamente pela V4S ter ajustado automaticamente a suspensão ao meu peso e forma de condução. A V4S estava o tempo todo na mão. Nas curvas e nas retas apresenta um equilíbrio impressionante e a eletrônica não deixa você errar. Provoquei algumas vezes e nada. Realmente ela te ajuda a achar o limite na condição eletrônica que você escolheu.
Outro item digno de nota é o suporte à frenagem. O sistema, quando ligado, aciona também o freio traseiro o suficiente para manter a frenagem equilibrada, podendo ser regulado no modo mais agressivo, que simula uma frenagem de pista, freando a roda traseira até o apex da curva, assim como os pilotos do MotoGP fazem, sem mesmo você acionar o freio traseiro. Tudo graças a eletrônica, que é completamente desligavel caso você goste de sentir mais a moto ou fazer tudo sozinho. E como era esperado, ela freia muito bem e de forma progressiva e equilibrada.
Um ponto que vale citar é a ergonomia. Tenho 1,90 e em algumas esportivas, sinto a moto pequena. Não foi o caso aqui. O desenho do tanque de combustível ajuda muito nas curvas tanto para se movimentar como para apoiar o joelho e fazer o pêndulo. Na hora de entrar na bolha, o tanque tem um recorte para apoio do queixo do capacete. Aqui, quem é menor que eu irá aproveitar mais essa facilidade.
No fim do dia, após 5 baterias entre as 2 motos, senti a diferença da nova Panigale contra a antiga. Uma moto rápida, ágil, divertida e que realmente tem o DNA Ducati Corse. Quanto ao preço, realmente ele está mais salgado que a versão anterior, mas você leva muito a mais pra casa. E nessas 5 baterias, nenhum problema no Trackday, que estava muito bem organizado. Parabéns ao Cesar Barros e equipe que organizou o evento, e ao Bruno Salviatto, instrutor que fez algumas imagens nossas na pista, além de passar algumas dicas da moto e traçado.

Primeiras impressões Ducati Panigale V4 e V4S 2026
Testei também o capacete Bieffe B-Carbon pela primeira vez. Quem acompanha oMotor1 já sabe que estamos testando os capacetes Bieffe em nossos testes de moto. Extremamente leve, como era um dia de sol forte, fui equipado com a viseira camaleão que, surpreendentemente não é extremamente escura, e sim bem agradável desde em um dia de sol pleno até em um dia nublado como peguei na volta para casa.
O capacete surpreendeu pelo nível de ruido de vento baixo e pela sua aerodinâmica. Para um capacete de carbono voltado para pista, ele tem o nível de ruido externo bom, onde conseguia ouvir as outras motos na pista, mas não era incomodado por barulhos mais estridentes dos escapamentos. Um excelente acabamento interno, fácil de desmontar para lavar. As entradas de ar são extremamente funcionais, e não deixavam nem a viseira nem meus óculos embaçar.
Veredicto
As Panigale V4 e V4S realmente entregam o DNA de uma moto de pista para desde um aspirante até a um piloto experiente. Com sua nova eletrônica, ficou mais dócil de pilotar, sem ter de pilotar de forma extrema sempre. Agora, você deve se perguntar qual das duas seria a ideal. Ambas são excelentes, mas, V4 se você é um aspirante ou experiente e sabe ajustar a suspensão, V4S se você que algo a mais, se vai levar ela para a pista e andar no limite, se quer a suspensão eletrônica ou se você não tem paciência ou até esquece de regular a suspensão entre a rua e a pista.
E claro, se couber no bolso. Lembrando que, com a diferença de preço entre elas, você pode levar para casa o escapamento que eleva a Panigale até seus 228 cv. Ficou mais difícil a escolha né?
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