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Denza B5: dirigimos o híbrido off-road da BYD que estará no Salão de SP

Com 687 cv, híbrido encara trilhas com suavidade, silêncio e ótimo acabamento

Test drive do Denza B5 na pista de Zhengzhou, na China (11)
Foto de: Jason Vogel

Já falamos aqui sobre a Denza, divisão de luxo da BYD que estreará no Brasil durante o Salão do Automóvel de São Paulo, no Anhembi, entre 22 e 30 de novembro. Agora é a vez de detalhar o todo-terreno B5, o primeiro modelo da nova marca a ser vendido em nosso mercado.

Em recente viagem à China, pudemos guiar o “SUV premium” no Zhengzhou All-Terrain Circuit, uma mistura de pista de testes com parque de diversão automotivo recém-inaugurado pela BYD. Foi um percurso breve, na maior parte off-road, que permitiu ter as primeiras impressões do modelo, que promete unir bom acabamento, capacidade real fora de estrada e eficiência de um conjunto híbrido plug-in.

Denza B5 - painel
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Denza B5 - seletorDenza B5 (1)Denza B5 (2)Denza B5 (3)Denza B5 (4)Denza B5 (6)
Fonte: Jason Vogel

Na China, esse jipão se chama Bao 5 e é um produto da divisão Fangchengbao (“Fórmula Leopardo”, em chinês). Nos mercados de exportação, contudo, leva a marca Denza para simplificar as coisas.

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Visualmente, o B5 disfarça muito bem seus 4,92 metros de comprimento — é mais longo até que oDefender 110 atual, mas parece um SUV médio. As linhas são retas e, ao mesmo tempo, bem trabalhadas, com destaque para os relevos em “Y” nas laterais, que dão musculatura à carroceria e denotam uma estamparia elaborada.

Denza B5
Foto de: Jason Vogel

Sua silhueta tem algo do novo Defender e também do Bronco “de verdade” (o grandão vendido nos EUA — não o Sport que temos no Brasil). Já a grade proeminente, bem retangular, remete a clássicos todo-terreno como os Toyota Land Cruiser e Nissan Patrol de décadas passadas — mas repaginada para o século XXI. Apesar das referências, o B5 é um desenho original, obra da equipe de Wolfgang Egger — antigo chefe de estilo daAudi, Lamborghini e Alfa Romeo, hoje responsável pelo design global da BYD.

A lamentar, o estepe montado na tampa traseira — uma ameaça ao capô dos outros na hora de parar em vagas apertadas. Mas foi a solução para não reduzir o porta-malas, que já não é dos maiores (470 litros), mantendo um sobressalente do mesmo tamanho dos outros pneus.

Denza B5 (mala)

Denza B5 (mala)

Foto de: Jason Vogel

A tampa do porta-malas se abre da direita para a esquerda e, apesar de grande, não é pesada. Uma mola a gás ajuda no serviço e há uma trava manual que mantém a porta aberta. Por fora e por dentro, é um SUV que transmite solidez e requinte.

Denza B5 (3)
Foto de: Jason Vogel

Sem cardã

Os fãs xiitas do Defender até hoje não se conformam com o fato de a nova geração do 4x4 britânico ter se rendido à estrutura monobloco. Pois saibam que o Bao 5 tem um parrudo chassi separado da carroceria. É a base Dual-Mode Off-Road, ou DMO, a mesma usada na picape BYD Shark, mas com entre-eixos encurtado (são 2,80 m no B5, contra 3,26 m na Shark).

Se a construção com longarinas parece conservadora, todo o resto não é. A base DMO inclui um conjunto híbrido plug-in. São dois motores elétricos: um no eixo dianteiro (de 272 cv) e outro no eixo traseiro (de 387 cv). Sob o capô está o eficiente motor a gasolina Xiaoyun 1.5 turbo, de quatro cilindros e 197 cv, montado na longitudinal, que serve principalmente como gerador.

Test drive do Denza B5 na pista de Zhengzhou, na China (4)
Foto de: Jason Vogel

O conjunto rende potência combinada de 687 cv e 77,4 kgfm de torque, enviados às quatro rodas por meio de uma transmissão eletronicamente controlada do tipo e-CVT. O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos — desempenho notável para um SUV de 3 toneladas. Convém destacar que, na picapeShark, os números de potência e desempenho são bem mais modestos (437 cv, 65 kgfm e 0 a 100 km/h em 5,7 s).

Não há câmbio convencional nem cardã. O que existe é uma relação reduzida no eixo traseiro, acionada por um botão, caso o B5 precise vencer alguma trilha mais braba. Tanto o diferencial dianteiro quanto o traseiro dispõem de bloqueio.

Denza B5 - seletor

Denza B5 - seletor

Foto de: Jason Vogel

A bateria vai montada bem no meio do chassi, entre as longarinas. Soa meio assustador, já que essa é a parte mais atingida por pedras, tocos e facões numa trilha. Daí que a parte inferior do Bao 5 é toda blindada por duas grossas placas de alumínio. ABYD garante que isso é suficiente para proteger a bateria — além do fato de que a parte mais baixa do carro é a moldura formada pelas longarinas.

O sistema prioriza o modo elétrico, oferecendo uma condução suave e silenciosa tanto na cidade quanto na terra. A bateria Blade de 31,8 kWh, feita de lítio-ferro-fosfato (LFP), garante autonomia 100% elétrica de cerca de 100 km (ciclo WLTC) — o suficiente para trajetos diários livres de emissões. O B5 ainda suporta recarga rápida em corrente contínua de até 100 kW, recurso raro entre híbridos PHEV.

Denza B5 (12)
Foto de: Jason Vogel

Em viagens longas, entra em ação o motor 1.5 turbo, estendendo o alcance total para até 1.200 km (o tanque tem capacidade para 83 litros). O consumo médio de gasolina, segundo o fabricante, é de 12,8 km/l.

Denza B5 geladeira

Denza B5 - geladeira

Foto de: Jason Vogel

Acabamento no capricho

Guiamos um B5 na versão topo de linha (Leopard), com especificação para os países árabes e um toque inesperado: a pintura em um tom que lembra o azul Saturno do Fusca Itamar 1993. Diferentemente das versões vendidas na China, é quase todo pintado na cor da carroceria, sem detalhes pretos nos para-choques ou arcos dos para-lamas.

O banco é confortável, com excelentes apoios, e o acabamento transmite qualidade por todos os lados, com materiais de alto padrão distribuídos sem economia. Há forração na faixa central do painel, um seletor de câmbio baixinho (da Shark), cercado por teclas de cristal e uma grande tela central que domina o interior. No console há dois carregadores por indução e uma geladeira/aquecedor. As forrações combinam tons de cinza-escuro, com ótima imitação de couro. O visual é elegante, moderno e bem executado.

Denza B5 (2)
Foto de: Jason Vogel
Denza B5 (1)
Foto de: Jason Vogel
Fotos de: Jason Vogel

O espaço interno é outro destaque — muito amplo para quem vai no assento traseiro. Sua posição ligeiramente mais elevada que a dos bancos dianteiros permite que os passageiros desfrutem da paisagem. O teto panorâmico amplia ainda mais a sensação de espaço.

Denza B5 (4)
Foto de: Jason Vogel

Ao volante

Começamos o passeio numa pistinha off-road. O SUV traz bloqueios diferenciais eletromecânicos nos dois eixos e o sistema DiSus-P de suspensão hidráulica ativa, um dos pontos-chave do projeto.

Essa suspensão — de atuação hidráulica e não pneumática, vale reforçar — é capaz de ajustar o vão livre de forma impressionante: começa em 22 cm e pode chegar a 31 cm no modo mais alto. Essa variação, combinada à força instantânea dos motores elétricos, permite enfrentar com confiança uma ampla gama de obstáculos. (Na China há uma versão mais simples do modelo, equipada com molas helicoidais convencionais e sem tantos recursos tecnológicos.)

Denza B5 (9)
Foto de: Jason Vogel

Pedreiras artificiais, lombadas alternadas, costelas de vaca… Logo nos primeiros metros, o que impressiona é a suavidade com que o B5 supera os obstáculos. É um nível de conforto surpreendente sobre pisos acidentados. Numa pista com inclinação lateral de 28°, temos sensação de segurança e estabilidade. A suspensão é muito macia e mal se sentem as imperfeições do piso. Tudo feito com absoluto silêncio a bordo, já que estamos em modo 100% elétrico.

Os diferentes modos de condução — são 16 ao todo, incluindo programas como Rock, Mud e Sand — ajustam automaticamente a atuação da tração, da suspensão e dos bloqueios diferenciais, permitindo que oDenza B5 se adapte com eficácia a qualquer tipo de terreno. O motorista pode interferir ou simplesmente pôr no “intelligent mode” e acompanhar tudo pela enorme tela central giratória (15,6”).

Denza B5 (8)
Foto de: Jason Vogel

Uma rampa muito íngreme, ao estilo “King Kong”, e o B5 mostra o valor dos motores elétricos no 4x4. O torque imediato garante controle preciso e força abundante para mover as três toneladas do jipão chinês. E olha que estamos com pneus Pirelli Scorpion “street”, 275/55 R20, voltados para uso no asfalto.

O capô alto compromete a visibilidade no aclive, mas o sistema de câmeras 360°, com modo “chassi transparente”, facilita a condução em trechos mais técnicos. Na descida, é só ativar o creep (um HDC) que o B5 faz o resto.

Test drive do Denza B5 na pista de Zhengzhou, na China (tela)

Test drive do Denza B5 na pista de Zhengzhou, na China (tela)

Foto de: Jason Vogel

Com a suspensão na posição mais alta, os ângulos off-road impressionam: 39° de ataque, 35° de saída e 27° de transposição de rampa — números dignos de utilitários puros. E lá vai o B5 deslizando com serenidade pela trilha, sem ruído nem vibrações.

Precisa dar a volta e o caminho é estreito? Use o recurso “lever turn”, que permite ao SUV de cinco metros de comprimento ter um raio de giro de apenas 5,9 metros. Na prática, o sistema trava a roda traseira interna na curva e movimenta o veículo usando apenas as rodas dianteiras motrizes, fazendo o B5 girar praticamente em torno dessa roda traseira. O efeito é especialmente útil em terrenos de cascalho, ajudando o motorista a manobrar em espaços apertados com agilidade que poucos veículos conseguem igualar.

Test drive do Denza B5 na pista de Zhengzhou, na China (9)
Foto de: Jason Vogel

O peso de três toneladas continua sendo um desafio, embora bem administrado pelo conjunto mecânico/eletrônico. A distribuição 50:50 entre os dois eixos ajuda no equilíbrio dinâmico, mas todo o acerto claramente privilegia o conforto e a capacidade off-road. Isso pode cobrar seu preço no asfalto, em alta velocidade, com excesso de rolagem de carroceria. Outro ponto é que a direção transmite pouca sensação de conexão com o solo.

Denza B8

Denza B8

Foto de: Redação Motor1 Brasil

Os irmãos

O B5 tem um irmão maior, o B8, de sete lugares. Usa basicamente o mesmo chassi e conjunto PHEV, mas com motor 2.0 turbo no lugar do 1.5. E, no último Salão de Xangai, foi mostrado o caçula B3, com 4,60 m de comprimento e 2,74 m de entre-eixos — ou seja, menor que umGWM Tank 300 e maior que um Jeep Compass. Parece na medida para o mercado brasileiro.

Por meio da Denza, a BYD deixa claro que não quer apenas participar do segmento off-road — e sim desafiar nomes consagrados. Se conseguir vencer preconceitos, o Denza B5 tem tudo para se tornar um novo e sério competidor entre os SUVs 4x4 de verdade. As boas vendas no Brasil do compatriota e rival Tank 300 (464 exemplares em outubro) mostram que esse obstáculo também pode ser superado. Agora é esperar pelos preços.

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