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Raul Pilla | |
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Pilla em 1961 | |
Nascimento | 20 de janeiro de1892 Porto Alegre,RS |
Morte | 7 de junho de1973 (81 anos) Porto Alegre, RS |
Carreira médica | |
Área | Medicina,jornalismo,política |
Raul Pilla (Porto Alegre,20 de janeiro de1892 – Porto Alegre,7 de junho de1973) foi ummédico,jornalista,professor epolíticobrasileiro. Um dos maiores defensores da adoção doregime parlamentarista, Pilla era chamado deO Papa do parlamentarismo no Brasil.
Pilla ingressou na política em1909, com apenas dezessete anos, como secretário do diretório central doPartido Federalista do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Posteriormente, afirmaria que se aproximou do partido influenciado pelas idéias deApeles Porto-Alegre, seu professor de história noGinásio Júlio de Castilhos, adepto doparlamentarismo, uma das principais bandeiras dos federalistas.Formou-se médico pelaFaculdade de Medicina de Porto Alegre, em1915. Na mesma faculdade foi professor interino depatologia em1917 e ainda livre-docente defisiologia em1926, deixando o cargo em1932.
Em1922, como membro daAliança Libertadora, fez parte da campanha deJoaquim Francisco de Assis Brasil para governador do estado, contraAntônio Augusto Borges de Medeiros, doPartido Republicano Riograndense, que tentava sua quinta eleição e a terceira consecutiva. Com a vitória de Borges de Medeiros, Pilla foi um dos líderes daRevolução de 1923, conflito civil entre os chimangos (partidários de Borges de Medeiros) e maragatos (partidários de Assis Brasil).
Em1928 é um dos fundadores doPartido Libertador, juntamente com Assis Brasil, do qual seria vice-presidente. Em1929 é um dos criadores da Frente Única Gaúcha, aliança entre os antes adversários PL e PRR, com o objetivo de garantir a eleição de um gaúcho para a presidência da República. O candidato seriaGetúlio Vargas, do PRR, então presidente doRio Grande do Sul. Com a derrota de Vargas eclodiu aRevolução de 1930, da qual Pilla participou ativamente.Depois de vitorioso o movimento revolucionário, Getúlio Vargas assumiu o poder e designou alguns membros do PL para cargos na nova administração. Com a nomeação do então presidente do PL, Assis Brasil, para o Ministério da Agricultura, Raul Pilla assumiu a presidência do partido.
Em1932, com o PL rompido com Vargas, Pilla participou dos levantes ocorridos noRio Grande do Sul em apoio aomovimento constitucionalista eclodido emSão Paulo. Derrotado o movimento, Raul Pilla exilou-se naArgentina e noUruguai, entre1933 e1934. Após a anistia foi também Secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul na gestão deJosé Antônio Flores da Cunha, em1936, e elegeu-se deputado estadual Constituinte pela legenda do PL, em1937. Teve o mandato cassado com a instituição doEstado Novo, ao qual se opôs, e afastou-se da política, retornando, então, a docência na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.
No contexto da redemocratização, em1945, integrou a Comissão de Orientação Política encarregada de elaborar os estatutos daUnião Democrática Nacional, UDN, tendo, no entanto, abandonado o partido para tornar-se presidente do refundadoPartido Libertador. Era apoiador dasublegenda, tentando aprovar tal sistema no projeto daConstituinte de 1946.[1]
Seria, depois, deputado federal, sendo que durante aCampanha da Legalidade foi o criador da emenda que permitiu aJoão Goulart assumir a presidência da república, no regime parlamentarista.
Também bacharel em Ciências e Letras pelaUniversidade Federal do Rio Grande do Sul, exerceu ojornalismo no Rio Grande do Sul e foi colaborador de diversos periódicos no estado. Durante o funcionamento daConstituinte de 1946, manteve colunas políticas regulares emO Globo, noRio de Janeiro,Diário de Notícias(do qual foi um dos fundadores, em1925) eCorreio do Povo, dePorto Alegre.
Além disso, publicou: O som no tratamento da surdez (tese de doutorado, 1916); Da correlação de funções (1925); Funções da linguagem (1926); Concepção filosófica da Medicina (1938); e Linguagem médica (1942), Catecismo Parlamentarista (1949), Votos e Pareceres, onde incluiu seu estudo sobre a Língua Portuguesa, Sistema Parlamentar na Constituição do Império, Presidencialismo ou Parlamentarismo (1958 – em colaboração comAfonso Arinos), O Professor e a Medicina (1961), Despedindo-se da Velha Faculdade (1961) e Revolução Julgada à Crise Institucional, reunindo seus últimos discursos parlamentares.
Faleceu na cidade de Porto Alegre no dia 7 de junho de 1973.[2]